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segunda-feira, 7 de abril de 2014
Tertúlia sobre Agricultura "Biodiversidade Agrícola", sexta-feira, 11 de Abril, 21h30, na Brasileira - Braga
2014 é o Ano Internacional da Agricultura Familiar, assim a Quercus Braga decidiu levar a cabo um ciclo de tertúlias sobre agricultura. As sessões, que constarão de uma breve intervenção por parte de um especialista, seguida de questões/comentários/intervenções diversas da assistência, terão lugar nas 2.as sextas-feiras de cada mês (excepto Agosto), na sala do 1.º andar do Café "A Brasileira", em Braga, a começar pelas 21h30. A entrada é livre.Nesta quarta tertúlia teremos como oradora a Directora do Banco
domingo, 16 de março de 2014
Ação de Formação sustentabilidade na Agricultura
Vimos por este meio convidá-lo/a a inscrever-se nesta acção de formação promovida pelo Instituto Superior Técnico e a Terraprima. Solicitamos, também, a divulgação junto dos seus contactos nos públicos-alvo da mesma, em concreto:
- Professores do ensino e formação profissional agrícolas;
- Profissionais de apoio técnico e consultoria a agricultores.
A sua assinatura pode salvar as árvores classificadas de Portugal
As árvores e arvoredos classificados, de acordo com a legislação nacional, como sendo de interesse público, constituem um património natural ímpar que cabe ao Estado proteger, dentro das suas funções intransmissíveis.
Em adição ao seu enorme valor biológico, estes espécimes possuem um elevado valor paisagístico, cultural e, em certos casos, estão intrinsecamente ligados à história dos municípios e do próprio país. A sua presença em locais emblemáticos de muitas povoações ajudaram a moldar, ao longo de gerações, não apenas o espaço no qual estão inseridas, como a própria memória das populações locais, sendo, em muitos casos, pontos de referência e, inclusive, de interesse turístico. De assinalar que de entre as várias centenas de exemplares classificados no país, se encontram, entre outros, espécimes milenares, um eucalipto que é a árvore mais alta de que há registo na Europa e a azinheira associada às aparições de Fátima.
A 5 de setembro de 2012, através da aprovação da Lei n.º 53/2012, o Parlamento Português atualizou o regime jurídico da classificação de arvoredo de interesse público, revogando o Decreto-Lei n.º 28 468, de 15 de fevereiro de 1938. No entendimento da associação Árvores de Portugal, este ato legislativo, aprovado sem votos contra, constituiu um compromisso de todos os grupos parlamentares com a necessidade de reforçar o papel do Estado, e dos seus serviços, na defesa deste património.
Deste modo, causa-nos profunda estranheza a demora de um ano e meio na aprovação, por parte dos serviços competentes do Ministério da Agricultura e do Mar, da regulamentação da Lei n.º 53/2012, quando o prazo legal para essa regulamentação era de 60 dias, de acordo com o Artigo 8º da mesma Lei.
Em adição ao seu enorme valor biológico, estes espécimes possuem um elevado valor paisagístico, cultural e, em certos casos, estão intrinsecamente ligados à história dos municípios e do próprio país. A sua presença em locais emblemáticos de muitas povoações ajudaram a moldar, ao longo de gerações, não apenas o espaço no qual estão inseridas, como a própria memória das populações locais, sendo, em muitos casos, pontos de referência e, inclusive, de interesse turístico. De assinalar que de entre as várias centenas de exemplares classificados no país, se encontram, entre outros, espécimes milenares, um eucalipto que é a árvore mais alta de que há registo na Europa e a azinheira associada às aparições de Fátima.
A 5 de setembro de 2012, através da aprovação da Lei n.º 53/2012, o Parlamento Português atualizou o regime jurídico da classificação de arvoredo de interesse público, revogando o Decreto-Lei n.º 28 468, de 15 de fevereiro de 1938. No entendimento da associação Árvores de Portugal, este ato legislativo, aprovado sem votos contra, constituiu um compromisso de todos os grupos parlamentares com a necessidade de reforçar o papel do Estado, e dos seus serviços, na defesa deste património.
Deste modo, causa-nos profunda estranheza a demora de um ano e meio na aprovação, por parte dos serviços competentes do Ministério da Agricultura e do Mar, da regulamentação da Lei n.º 53/2012, quando o prazo legal para essa regulamentação era de 60 dias, de acordo com o Artigo 8º da mesma Lei.
Esta situação está a provocar uma situação comparável a um vazio legislativo, que impossibilita a classificação de novas árvores desde 2012, para além de pôr em causa a proteção das centenas de exemplares classificados, ao longo do tempo, pelo anterior Decreto-Lei n.º 28 468. Deste modo, a associação Árvores de Portugal teve conhecimento de situações de podas não autorizadas de exemplares classificados em Lisboa e Ponte de Lima, bem como de obras num jardim de Lisboa que violaram de forma flagrante o perímetro de proteção de que usufruem as árvores classificadas. Acresce ainda uma situação caricata, ocorrida na cidade da Guarda, onde a falta de meios humanos e técnicos do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas resultaram na poda de onze ulmeiros classificados executada por um militar da Guarda Nacional Republicana, sem os conhecimentos e os meios técnicos necessários para a manutenção de exemplares monumentais.
Por outro lado, o Estado tem ainda a obrigação de não abandonar os proprietários das árvores classificadas e não defraudar as pessoas e entidades que continuam a propor novos exemplares para classificação.
Em consequência, a associação Árvores de Portugal, em conjunto com as associações A Rocha, Almargem, Campo Aberto, Oikos (Leiria), Quercus e Transumância e Natureza, lançaram uma petição pública endereçada à Excelentíssima Senhora Ministra da Agricultura e do Mar; ao Excelentíssimo Senhor Secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural e à Excelentíssima Senhora Presidente do Instituto da Conservação da Natureza e das Floresta, exigindo dos competentes serviços do Estado a urgente regulamentação da Lei n.º 53/2012. Esta petição encontra-se alojada no endereço: http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT72578
Em consequência, a associação Árvores de Portugal, em conjunto com as associações A Rocha, Almargem, Campo Aberto, Oikos (Leiria), Quercus e Transumância e Natureza, lançaram uma petição pública endereçada à Excelentíssima Senhora Ministra da Agricultura e do Mar; ao Excelentíssimo Senhor Secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural e à Excelentíssima Senhora Presidente do Instituto da Conservação da Natureza e das Floresta, exigindo dos competentes serviços do Estado a urgente regulamentação da Lei n.º 53/2012. Esta petição encontra-se alojada no endereço: http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT72578
É imprescindível a regulamentação da Lei n.º 53/2012 como forma de garantir a continuidade de um serviço inalienável do Estado, a defesa do património arbóreo de Portugal.
POR FAVOR, ASSINEM E DIVULGUEM: http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT72578
24 de Março | Tertúlia sobre Alimentação saudável e a relação com o uso dos Pesticidas na Agricultura
Inserido na Semana Europeia contra os Pesticidas, a Quercus de Castelo Branco vai realizar no próximo dia 24 de Março uma tertúlia sobre os Pesticidas e a Alimentação saudável. Nesta sessão sobre importância da alimentação saudável, serão introduzidos alguns conceitos sobre a Agricultura Biológica e implicações no ambiente e na saúde do uso que químicos de síntese. Esta Tertúlia conta ainda com a apresentação do projecto CASAS que é um projecto de desenvolvimento local que pretende fazer a distribuição dos produtos biológicos, de agricultura familiar e produção integrada da Beira Interior até aos consumidores em forma de cabazes. No caso do concelho de Castelo Branco, os consumidores podem seleccionar os produtos a partir de uma lista enviada previamente por e-mail e levantar os cabazes na sede do Núcleo Regional da Quercus semanalmente.
Mais informação em www.quercus.pt
ENTRElaços-Bracejo, história, design
Folheto do Workshop
ENQUADRAMENTO
Resgatar a tradição pela via da inovação é o mote de um projecto que pretende aliar a técnica artesanal do trabalho com o bracejo à criatividade e originalidade de designers.
OBJECTIVOS
Criar uma linha de mobiliário e decoração com a marca Aldeias Históricas de Portugal, tendo o bracejo e o saber fazer como elemento distintivo e diferenciador do produto. A iniciativa está alicerçada na valorização dos recursos endógenos, numa lógica de eficiência colectiva que tem as seguintes permissas:
- Criar valor acrescentado;
- Reforçar a coesão territorial;
- Gerar, captar e reter talento, de modo a criar emprego, dar vida e sustentabilidade a infraestruturas existentes e consolidar a capacitação institucional.
É um projecto essencial para enfrentar o grande desafio de se alcançar o tão almejado desenvolvimento sustentável no território das Aldeias Históricas de Portugal.
Quem participa, onde, quando?
QUEM PARTICIPA?
Pessoas desempregadas, com espírito empreendedor e criativo, com idade igual ou superior a 18 anos.
ONDE?
Sortelha
Edifício da Junta de Freguesia de Sortelha
QUANDO?
21, 22 E 23 DE MARÇO 2014
(Sexta, Sábado e Domingo)
HORÁRIO:
21 e 22 de Março: 09h30 às 12h30 e 14h30 às 17h30;
23 de Março: 09h30 às 13h00.
PROGRAMA
21 de Março:
1-Apresentação do projecto de transformação do bracejo para a criação de uma linha de mobiliário e decoração com a marca Aldeias Históricas de Portugal;
2-Apresentação do ciclo produtivo e de transformação do bracejo;
3-Apresentação de propostas de designers.
22 de Março:
1-Experimentação da técnica artesanal de transformação do bracejo.
Observação: os participantes no Workshop devem trazer avental e tesoura de lâmina resistente ( necessário para a experimentação da técnica).
23 de Março:
Processo de recrutamento de formandos para integrar a formação-acção.

INSCRIÇÕES:
Data limite de inscrição: 18 de Março.
As inscrições devem ser efectuadas via email para:
tatiana.saraiva@aldeiashistoricasdeportugal.com
ou
Via Correio para:
ALDEIAS HISTÓRICAS DE PORTUGAL
Associação de Desenvolvimento Turístico
Praça da República
6250 034 BELMONTE
Mais informações aqui: http://issuu.com/carinaribeiro/docs/folheto_entrelacos
https://www.facebook.com/ALDEIASHISTORICASDEPORTUGAL?ref=ts&fref=ts
Pessoas desempregadas, com espírito empreendedor e criativo, com idade igual ou superior a 18 anos.
ONDE?
Sortelha
Edifício da Junta de Freguesia de Sortelha
QUANDO?
21, 22 E 23 DE MARÇO 2014
(Sexta, Sábado e Domingo)
HORÁRIO:
21 e 22 de Março: 09h30 às 12h30 e 14h30 às 17h30;
23 de Março: 09h30 às 13h00.
PROGRAMA
21 de Março:
1-Apresentação do projecto de transformação do bracejo para a criação de uma linha de mobiliário e decoração com a marca Aldeias Históricas de Portugal;
2-Apresentação do ciclo produtivo e de transformação do bracejo;
3-Apresentação de propostas de designers.
22 de Março:
1-Experimentação da técnica artesanal de transformação do bracejo.
Observação: os participantes no Workshop devem trazer avental e tesoura de lâmina resistente ( necessário para a experimentação da técnica).
23 de Março:
Processo de recrutamento de formandos para integrar a formação-acção.
INSCRIÇÕES:
Data limite de inscrição: 18 de Março.
As inscrições devem ser efectuadas via email para:
tatiana.saraiva@aldeiashistoricasdeportugal.com
ou
Via Correio para:
ALDEIAS HISTÓRICAS DE PORTUGAL
Associação de Desenvolvimento Turístico
Praça da República
6250 034 BELMONTE
Mais informações aqui: http://issuu.com/carinaribeiro/docs/folheto_entrelacos
https://www.facebook.com/ALDEIASHISTORICASDEPORTUGAL?ref=ts&fref=ts
EMENTA - Oficina das ervas comestíveis, 30 de Março, Lisboa
Divulga-se a ementa e relembra-se que as inscrições estão limitadas a 20 pessoas e terminam dia 26 de Março. Com os conhecimentos adquiridos nesta oficina os participantes podem poupar bastante dinheiro e ao mesmo tempo melhorar a alimentação, pois a Natureza passará a ser como um grande "hipermercado"!
EMENTA
- Entradas: pão de urtigas (de lêveda natural); revolto de urtigas; focáccia de sálvia e nozes; queijo; tarte de labaças
- Sopa: Sopa de urtigas
- Pratos: Cardos albardados; Feijão com funcho * ; Almeirões salteados e esmagada de batata; Salada de ervas e flores silvestres
- Sobremesa: Bolo – pudim de acelgas silvestres
Ementa vegana e ovo-lacto-vegetariana. * Opção com carne se solicitada
Saudações eco-gastronómicas
Alexandra Azevedo
Inscrições: até ao dia 25 de Março, limitada a 20 pessoas.
Alexandra Azevedo
Oficina das Ervas Comestíveis
Parque Florestal de Monsanto (Lisboa)
30 de Março, 10.00h
Que manjares se escondem em Monsanto?
Nesta oficina faremos jus ao conceito “comer a paisagem” vamos assim descobrir com outro olhar o muito frequentado parque florestal de Monsanto em plena cidade de Lisboa.
Nos primórdios fomos caçadores-recolectores, mas apesar da modernidade os alimentos silvestres nunca deveriam ter abandonado a nossa mesa. Pela sua superior qualidade nutricional devem ser importantes complementos na nossa dieta.
Saibamos agradecer a generosidade da Natureza!
Formadora: Alexandra Azevedo
Investimento:
Sócios da Quercus, MPI e Slow Food: 20€
Não sócios: 25€
Acompanhantes: 6€ dos 13 aos 17 anos, 4€ Crianças dos 7 aos 12 anos. Gratuito para crianças até 6 anos
Inscrições: até ao dia 25 de Março, limitada a 20 pessoas.
Dados necessários: nome, n.º de contribuinte, morada e contacto
As inscrições serão confirmadas após da transferência bancária para o NIB: 003502390000603043019 da Caixa Geral de Depósitos. Enviar comprovativo para email:quercus@quercus.pt.
Oficina "Calendário do Agricultor" - CMIA - Vila do Conde
Terá lugar no próximo dia 20 de Março, no Centro de Monitorização e Interpretação Ambiental (CMIA), a oficina “Calendário do Agricultor”, orientada pelo Eng.º José Pedro Fernandes.
Custo: 7,5 euros
Horário: 14h00-17h30
14h00: Receção dos participantes
14h30: Início da atividade
17h30: Final da atividade
Inscrições até 17 de março
Horário: 14h00-17h30
14h00: Receção dos participantes
14h30: Início da atividade
17h30: Final da atividade
Inscrições até 17 de março
A formação consta da apresentação de um calendário com as épocas apropriadas às diversas atividades agrícolas, nomeadamente sementeiras, plantações, podas, estacarias. Épocas sempre relacionadas com o calendário lunar.
Inscrições e informações adicionais: tel. 252 637 002 | cmia@cm-viladoconde.pt
Junte-se a nós!
Aula Aberta – Inovação Social em Contexto Rural
Aula Aberta – Inovação Social “Há Festa no Campo”
Mestrado em Empreendedorismo e Serviço Social - Práticas da Inovação Social
OBJETIVO: Partilhar o desenvolvimento do projeto “Há Festa no Campo” como referência na reflexão e discussão sobre a inovação e empreendedorismo social em contexto rural.
PARTICIPANTES: Alunos de Mestrado, população local e interessados.
LOCAL: Antiga Escola Primária do Juncal do Campo – Cique aqui
Programa – dia 29 - Sábado
9h30 - Visita ao Juncal do Campo
10h00 - Apresentação do projeto e diagnóstico “Há Festa no Campo” e lançamento de desafios:
- Oportunidades de emprendedorismo – ideias de negócio associadas ao mundo rural;
- Centro de convergência para a sustentabilidade rural – que respostas?
- Cultura como mecanismo de desenvolvimento local – que estratégias de valorização cultural?
- Estratégias de comunicação para valorização das aldeias – Como comunicar, a quem comunicar…)
11h00 – Constituição de grupos de trabalho e aprofundamento dos desafios
12h30 – Apresentação e partilha das propostas.
13h00 - Almoço (3€)
Contacto: Marco Domingues 917970214
Facebook – Há Festa no Campo
sábado, 15 de março de 2014
Vamos Evitar o Encerramento dos Mercados de Produtos Biológicos de Algés e Oeiras
Acabei de ler e assinar a petição: «Vamos Evitar o Encerramento dos Mercados de Produtos Biológicos de Algés e Oeiras» no endereço http://peticaopublica.com/ pview.aspx?pi=PT72869
Pessoalmente concordo com esta petição e cumpro com o dever de a fazer chegar ao maior número de pessoas, que certamente saberão avaliar da sua pertinência e actualidade.
Agradeço que subscrevam a petição e que ajudem na sua divulgação através de um email para os vossos contactos.
Obrigado.
Jaime Ferreira
Esta mensagem foi-lhe enviada por Jaime Ferreira (j23ferreira@gmail.com), através do serviço http://peticaopublica.com em relação à Petição http://peticaopublica.com/?pi= PT72869
Pessoalmente concordo com esta petição e cumpro com o dever de a fazer chegar ao maior número de pessoas, que certamente saberão avaliar da sua pertinência e actualidade.
Agradeço que subscrevam a petição e que ajudem na sua divulgação através de um email para os vossos contactos.
Obrigado.
Jaime Ferreira
Esta mensagem foi-lhe enviada por Jaime Ferreira (j23ferreira@gmail.com), através do serviço http://peticaopublica.com em relação à Petição http://peticaopublica.com/?pi=
quarta-feira, 12 de março de 2014
Comunicado: Contestada Lei das Sementes derrotada no Parlamento Europeu!
Estrasburgo/Lisboa, 12 de Março de 2014 – Ontem o Parlamento Europeu (PE) deu o golpe final para enterrar politicamente a proposta da Comissão Europeia (CE) para um regulamento europeu para produção e distribuição de sementes de cultivo. A proposta de Bruxelas foi rejeitada em plenário com uma esmagadora maioria: 650 votos contra, 15 a favor e 13 abstenções, por terem sido identificadas deficiências na avaliação de impacto e a criação de encargos administrativos desnecessários para os Estados-membros e os agricultores. As organizações da sociedade civil europeia que lutam há três anos para travar as intenções da CE e da indústria da semente de trazer as sementes e plantas tradicionais para dentro de um quadro legislativo severo pensado para sementes comerciais, celebram agora uma vitória merecida.
Em 2008, a Comissão Europeia iniciou um processo que apelidou de “harmonização” e “simplificação” das várias directivas europeias sobre sementes e plantas (até 2008 existiam 12 directivas diferentes, deste então saíram mais três). Mas à medida que saíram as pré-propostas para uma legislação das sementes, ficou claro que essa beneficiaria sobretudo as grandes empresas produtoras de sementes, que hoje são as mesmas que fornecem os agro-químicos e também as sementes transgénicas. Sob forte lóbi das multinacionais da semente, a nova legislação iria incidir sobre as sementes e plantas tradicionais / regionais, que até agora tinham sido deixadas livres e que representam globalmente cerca de três quartos de todas as sementes utilizadas. De forma inédita, os agricultores e horticultores estariam inibidos de utilizar as suas próprias sementes, a menos que as registassem nos Catálogos de Variedades de Plantas e obedecessem em grande parte aos mesmos critérios que a indústria da semente.
O protesto de vários anos das organizações do ambiente, da preservação da agro-biodiversidade e dos agricultores pequenos, acabou por ser ouvido pelos eurodeputados que consideraram que a proposta para Lei das Sementes não estaria a cumprir os seus objectivos de simplificação nem de protecção da biodiversidade, bem pelo contrário. Também daria demasiado poder à CE, deixando nenhum espaço de manobra para que Estados-membros pudessem adaptar a Lei às suas necessidades.
A Comissão Europeia entretanto já deixou saber que não retira a sua proposta, que agora segue para o Conselho de Ministros. No entanto, perante uma oposição quase unânime contra a Lei das Sementes, é esperado que os Ministros acatem a resolução do PE.
A notícia vem numa altura em que a Campanha pelas Sementes Livres, a expressão portuguesa da luta pelas sementes tradicionais, vê o seu trabalho reconhecido com um prémio ambiental. Mas a sua luta e a de muitas dezenas de organizações na Europa e no mundo ainda não acabou: Mantêm-se as novas directivas europeias, passadas desde 2008, que já restringem as actividades de preservação de sementes e que em França por exemplo levam a multas de vários centenas de Euros para venda de sementes “não registadas”. Os tratados internacionais, como UPOV e ITPGFRA, também continuam a ameaçar os direitos dos agricultores, limitando as suas escolhas. E a Europa continua a conceder patentes sobre a vida, apesar da Convenção Europeia das patentes o proibir. Hoje em Munique foi entregueuma nova oposição contra uma patente europeia sobre um brócolo, concedida ao gigante Monsanto. A ONGA portuguesa GAIA também assina esta oposição jurídica que vem no seguimento da oposição ao pimento entregue em Fevereiro, e foi acompanhada de uma petição de perto de 40.000 assinaturas a apoiar o fim às patentes sobre a vida.
Mais informações
Lanka Horstink, Coordenadora da Campanha pelas Sementes Livres, sementeslivres@gaia.org.pt, +351 910 631 664
A Campanha pelas Sementes Livres é coordenada por GAIA em parceria com Campo Aberto, MPI, Quercus e a Plataforma Transgénicos Fora, e ainda apoiada por várias dezenas de associações e produtores agrícolas. Ver a composição dos subscritores.
Notas
sábado, 8 de março de 2014
EUROPA SUSTENTÁVEL – projeto para estudantes sobre desenvolvimento sustentável
Com inscrições abertas até 19 de março, o projeto Europa Sustentável é uma iniciativa que pretende promover a temática do desenvolvimento sustentável entre o público escolar de uma forma divertida e desafiante.
Concebido e desenvolvido pela Science4you, trata-se de uma iniciativa da Comissão Europeia, promovida pelo Centro de Informação Europeia Jacques Delors na qualidade de Organismo Intermediário do quadro da Parceria de Gestão estabelecida entre o Governo Português e a Comissão Europeia.
Para as escolas/agrupamentos que se inscreverem serão enviados, de forma gratuita, jogos de tabuleiro didáticos sobre o tema do desenvolvimento sustentável. Estes jogos poderão ser utilizados da forma que as escolas/agrupamentos entenderem. Para as entidades interessadas também será dinamizado um torneio nacional “Rota 2020”. Os mais curiosos poderão, ainda, testar os seus conhecimentos numa versão online do jogo “Rota 2020”, em formato de quiz.
Para as turmas ou clubes que quiserem participar em conjunto é também promovido o concurso “Jornada Ecológicas”. Este desafio prevê a criação de projetos relacionados com a ecologia e o desenvolvimento sustentável nas próprias escolas/agrupamentos.
Ainda em março serão lançadas as inscrições para o concurso “Tu Ensinas”. Através deste concurso são desafiadas equipas de alunos universitários, de norte a sul do país, a apresentarem os seus protótipos de brinquedo educativo sobre a temática do desenvolvimento sustentável.
Serão atribuídos prémios aos vencedores.
Mais sobre o projeto e as suas atividades:
OFICINA CALENDÁRIO DO AGRICULTOR | 20 de Março de 2014 | CMIA Vila do Conde
Comunica-se que terá lugar no próximo dia 20 de Março no Centro de Monitorização e Interpretação Ambiental (CMIA) a oficina “Calendário do Agricultor”, orientada pelo Eng.º José Pedro Fernandes.
Custo: 7,5 euros
Horário: 14h00-17h30
14h00: Receção dos participantes
14h30: Início da atividade
17h30: Final da atividade
Inscrições até 17 de março
A formação consta da apresentação de um calendário com as épocas apropriadas às diversas atividades agrícolas, nomeadamente sementeiras, plantações, podas, estacarias. Épocas sempre relacionadas com o calendário lunar. (Folheto de divulgação e ficha de inscrição em anexo)
Inscrições e informações adicionais: tel. 252 637 002 | cmiaviladconde@gmail.com
Curso de Agricultura Natural
Cultivar a sua própria comida é como imprimir o seu dinheiro (Ron Finley)
22 Março - 1 ª Sessão: Introdução à Agricultura Natural
14.30-16.30
Agricultura Natural vs. Agricultura Convencional.
Noções de Agricultura Biológica.
Noções de Agricultura Biodinâmica.
Padrões da Natureza.
Trabalhar com a Natureza (produzir alimento de qualidade sem grande esforço físico).
INSCRIÇÃO e informações sobre mais sessões: CURSO AGRICULTURA NATURAL EM 6 sessões
quarta-feira, 5 de março de 2014
Workshop Podas e Enxertos com Prova de Vinhos
Remetemos o programa do Workshop Podas e Enxertos com Prova de Vinhos que se realiza em Vieira do Minho, no dia 15 de março. A atividade é gratuita, sendo que a inscrição deve ser efetuada através do 253 649 240 ou geral@vieiraminhoturismo.com
O fim-de-semana 15 e 16 de março recebe ainda um fim-de-semana gastronómico dedicado a especialidade Vieirense “Couves com Feijão”.
O mês de abril será marcado por uma atividade de pastoreio.
Contamos com a sua presença.
segunda-feira, 3 de março de 2014
Prémio para Lanka Horstink - Campanha das sementes livres!!
http://www.youtube.com/watch?v=epb5tKobbuo
http://www.portugalnews.pt/portugal/premio-ecomulheres-que-dao-tudo-pelo-ambiente/
http://www.portugalnews.pt/portugal/premio-ecomulheres-que-dao-tudo-pelo-ambiente/
domingo, 23 de fevereiro de 2014
Encontros de apresentação da Bolsa de Terras arrancam no Algarve
A Associação In Loco vai realizar um conjunto de sessões de esclarecimento
para apresentar a iniciativa Bolsa de Terras nas freguesias interiores dos
concelhos de Silves, Albufeira, Loulé, São Brás de Alportel, Faro e Tavira.
A Bolsa de Terras é uma forma de facilitar o acesso à terra, designadamente
quando a mesma não seja utilizada, através da identificação e promoção da sua
oferta e funciona através de um sistema informático e de uma rede de entidades
de proximidade ao cidadão. É de acesso livre e gratuito para os utilizadores.
É uma iniciativa da responsabilidade da Direção Geral de Agricultura e
Desenvolvimento Rural. A Associação In Loco é, na região do Algarve, uma das
entidades locais responsáveis pelo apoio à adesão por parte dos e das
utilizadoras.
Os encontros dirigem-se a proprietários que queiram ceder os seus terrenos
através de arrendamento, venda ou outra forma de cedência, assim como para quem
não tem terra e pretende aceder-lhe para cultivo ou para outros fins
produtivos.
O calendário de sessões, a realizar entre
6 e 28 de março, é o seguinte: Albufeira – junta de freguesia de Paderne (7 de
março, 19:00 horas); Silves – junta de freguesia de São Marcos da Serra (13 de
março, 10:30) e junta de freguesia de São Bartolomeu de Messines (18:00); Loulé
– junta de freguesia do Ameixial (6 de março, 11:00), Centro Brito de Carvalho,
em Salir (9 de março, 15:00), junta de freguesia de São Sebastião (20 de março,
10:30), Sociedade Recreativa de Boliqueime (20 de março, 20:30), Casa do Povo
de Querença (21 de março, 14:30), junta de freguesia de Tôr (21 de março,
18:00), Casa do Povo de Alte (27 de março, 19:00) e Sport Clube de Benafim (28
de março, 21:00); São Brás de Alportel – junta de freguesia de São Brás de Alportel
(22 de março, 10:00) e Centro de Convívio de Parises (5 de abril, 15:00); Faro
– junta de freguesia de Santa Bárbara de Nexe (20 de março, 15:00); junta de
freguesia da Conceição (29 de março, 16:00) e Casa do Povo de Estoi (29 de
março, 18:30); Tavira – junta de freguesia de Santa Catarina da Fonte do Bispo
(11 de março, 10:00) e junta de freguesia de Cachopo (27 de março, 10:30).
O BUCHO É REI NO CARNAVAL DO SABUGAL
A Câmara Municipal do Sabugal organiza, pelo sétimo ano consecutivo em época carnavalesca, mais uma edição dos Roteiros Gastronómicos, de 28 de fevereiro a 4 de março de 2014, com o objetivo de promover a gastronomia local. A nossa cozinha tradicional é farta no porco, no cabrito e borrego, no pão e batatas regadas com azeite, nos temperos de alhos, cebola, louro, ervas da Malcata e onde não podem faltar os queijos curados, os enchidos, os torresmos, as azeitonas e o toque final dos doces tradicionais. A abertura oficial será no dia 28 de fevereiro (sexta-feira), pelas 17h30, no Centro de Negócios Transfronteiriço (C.N.T), localizado no Soito, no programa da RTP 1, Portugal em Direto. O momento será, também, marcado pelo lançamento da publicação “O Bucho do Sabugal”, uma edição da Câmara Municipal e da Pró-Raia – Associação de Desenvolvimento Integrado da Raia Centro Norte. À semelhança da edição anterior, este ano os restaurantes aderentes concorrem ao “Prémio Iguaria”, desta vez confecionando o tradicional Bucho Raiano, que será avaliado por um Júri constituído por um reconhecido Chefe de Cozinha, um elemento da Confraria do Bucho Raiano e um elemento da Universidade Sénior do Sabugal.
Esta prova realiza-se, pelas 15h00, no C.N.T, seguida de workshop temático “O Bucho é Rei no Carnaval do Sabugal”, dinamizado pelo Chefe de Cozinha, dirigido essencialmente aos empresários de restauração do concelho.
O fascínio das paisagens envoltas em denso nevoeiro, a Serra de Malcata coberta de neve, o sincelo nas árvores que serpenteiam o Côa, uma lareira acesa, acolhedora a quem chega, os cheiros que sobram das chaminés beirãs, as brincadeiras das crianças sempre em correrias para afugentar o frio, a beleza dos “carapitos” nos beirais dos telhados, … A natureza brinda-nos com o seu encanto; nós queremos exaltar o nosso melhor fazer e saber, e realçar o melhor das nossas tradições. Este continua a ser o mote para mais uma edição dos Roteiros Gastronómicos, que levam à mesa dos restaurantes aderentes as iguarias cuidadosamente selecionadas e confecionadas com o que de melhor a terra dá.
Nesta edição, os restaurantes aderentes são:
O Pelicano (Alfaiates), Casa Esquila (Casteleiro), El Dorado (Fóios), Trutalcôa (Quadrazais), Sabores do Côa (Rapoula do Côa), O Templo (Sabugal), O Robalo (Sabugal), Sol-Rio (Sabugal) e D. Sancho(Sortelha).
Os comensais poderão, durante as noites, usufruir de momentos musicais ao vivo, declamação de poesia ou contemplar quadros, habilmente “construídos” no âmbito das Edições do Pintar Sabugal, promovidas pela ADES – Associação de Desenvolvimento Local do Sabugal.
No sábado de Carnaval, dia 1 de março, pelas 11h00, realiza-se no Pavilhão do Lar de Santo Antão, em Aldeia do Bispo, o V Capítulo da Confraria do Bucho Raiano, seguido de almoço com a degustação da iguaria típica desta época – o Bucho. A cerimónia termina com o desfile das Confrarias pelas ruas da aldeia.
No domingo de Carnaval, dia 2 de março, pelas 15h00, terá lugar, o tradicional desfile de Carnaval, nas ruas da cidade, com a colaboração das várias associações e IPSS’s do concelho do Sabugal, bem como de todos os foliões que se queiram associar a este momento de pura diversão.
Para este ano lançou-se o repto aos participantes do desfile de festejarem a “LIBERDADE”, uma referência à comemoração dos 40 anos do 25 de abril. Num contexto de desfile carnavalesco, os participantes poderão através da indumentária, da caracterização, da encenação retratar um período da História que marcou fortemente o País. Lançar esta temática tem como objetivo relembrar, e dar a conhecer aos mais jovens, um marco da História Nacional, tantas vezes evocado através de imagens, símbolos, canções, mensagens,…
Desfiles carnavalescos, bailes, capeias/garraiadas e outras recriações da tradição animarão, também, muitas das aldeias do concelho, assegurando, assim, a identidade e a coesão da comunidade.
Desfrute… e Surpreenda os Sentidos!
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
Árvores Classificadas Monumentos Vivos : assine a petição
Para assinar a petição:
Regulamentação da Lei n.º 53/2012
Para: Exma. Senhora Ministra da Agricultura e do Mar; Exma. Senhora Presidente do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas
As árvores e arvoredos classificados, de acordo com a legislação nacional, como sendo de interesse público, constituem um património natural ímpar que cabe ao Estado proteger, dentro das suas funções intransmissíveis.
Em adição ao seu enorme valor biológico, estes espécimes possuem um elevado valor paisagístico, cultural e, em certos casos, estão intrinsecamente ligados à história dos municípios e do próprio país. A sua presença em locais emblemáticos de muitas povoações ajudaram a moldar, ao longo de gerações, não apenas o espaço no qual estão inseridas, como a própria memória das populações locais, sendo, em muitos casos, pontos de referência e, inclusive, de interesse turístico.
A 5 de setembro de 2012, através da aprovação da Lei n.º 53/2012, o Parlamento Português atualizou o regime jurídico da classificação de arvoredo de interesse público, revogando o Decreto-Lei n.º 28 468, de 15 de fevereiro de 1938.
No nosso entendimento, este ato legislativo, aprovado sem votos contra, constituiu um compromisso de todos os grupos parlamentares com a necessidade de reforçar o papel do Estado, e dos seus serviços, na defesa deste património.
Deste modo, causa-nos profunda estranheza a demora na aprovação, por parte dos serviços competentes do Ministério da Agricultura e do Mar, da regulamentação da Lei n.º 53/2012, situação que está a provocar uma situação comparável a um vazio legislativo, que impossibilita a classificação de novas árvores desde 2012, para além de pôr em causa a proteção das centenas de exemplares classificados, ao longo do tempo, pelo anterior Decreto-Lei n.º 28 468. Acresce que o prazo legal para esta regulamentação era de 60 dias, de acordo com o Artigo 8º da mesma Lei.
Esta estranheza é reforçada pelo facto das alterações preconizadas pela Lei n.º 53/2012, face ao anteriormente disposto no Decreto-Lei n.º 28 468, não implicarem, na estrutura do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, modificações significativas, quer ao nível dos recursos humanos, quer ao nível dos recursos materiais, que pudessem ser impraticáveis à luz da atual situação de constrangimentos orçamentais que afetam todos os organismos do Estado.
Em consequência, as associações A Rocha, Almargem, Árvores de Portugal, Campo Aberto, Oikos (Leiria) e Transumância e Natureza, e os abaixo assinados, apelam às entidades e serviços competentes para que procedam de forma célere à regulamentação da Lei n.º 53/2012, de forma a reativar este serviço do Estado, para que este possa reassumir o seu papel inalienável de defesa e preservação do nosso ainda rico património arbóreo.
Por outro lado, o Estado tem ainda a obrigação de não abandonar os proprietários das árvores classificadas e não defraudar as pessoas e entidades que continuam a propor novos exemplares para classificação.
Cuidar deste riquíssimo património natural é, na nossa opinião, mais do que um imperativo legislativo, uma obrigação moral de forma a preservar a memória do passado e garantir o seu futuro.
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